No âmbito de nos termos deslocado à conferência de imprensa do Grand Champions, contacta-mos Cunha e Silva, conhecido e reputado jogador e treinador e colocamos-lhe algumas questões:
2. Acha que ter ficado à beira do top100, o desiludiu, ou ficou com a sensação de dever cumprido?
Fiz o máximo que consegui, com os poucas conhecimentos que tive e me deram nesse momento, numa epoca em que fui absolutamente pioneiro a esse nivel (com a preciosa ajuda de uma rivalidade saudavel com o Nuno Marques que nos foi ajudando a superar-nos) e com a infelicidade que tive de me ter magoado seriamente no joelho direito, numa altura que estava de novo perto do meu melhor ranking de sempre e sem perder pontos nos 2 meses seguintes. Era a minha 2a oportunidade. Mas tive a sorte de sempre ter feito aquilo que gosto, com dedicacao e honestidade e de sempre ter sido um grande profissional, reconhecido por todos internacionalmente. Dormi sempre bem com a minha consciencia…! Tenho contudo a ideia , de que se me têm ensinado aos 16 ou 17 anos, coisas que descobri aos 26 ou 27, teria ido ainda muito mais longe.
3. Qual é a sensação de poder conviver e jogar contra os grandes jogadores do circuito mundial, de entrar nos courts cheios de gente que gostam e se interessam por ténis?
É boa! Todos os jogadores gostam e trabalham para estar nos grandes palcos.
4. Qual foi o jogo mais longo e mais curto que já disputou?
Mais longo foi de 5h30, contra o Joao Maio, quando tinha 16 anos ou 17 anos, a melhor de 5 sets, que perdi, num torneio no CIF, que ajudou a minha 1a convocatoria para a Taca-Davis. O mais curto nao me recordo.
5. Foi o tenista português que mais Challenger’s de pares venceu, prefere jogar em pares ou em singulares?
Singulares! Mas também sempre gostei muito de jogar pares e ajuda a evoluir nos singulares.
6. Tem objectivos definidos para o Vale do Lobo Grand Champions, ou vai tentar chegar onde foi possivel?
Onde for possivel…! Nao é a minha 1a prioridade nas minhas actuais funções, mas dá-me enorme prazer estar presente a jogar. As minhas actuais responsabilidades nao me permitem enfrentar as coisas de outra forma.
7. Treina actualmente no CETO um dos clubes mais conceituados a nivel nacional, treina quantas vezes por semana?
Vou-me cuidando, umas vezes mais que outras, dependendo dos objectivos, mas como já disse a minha principal prioridade hoje em dia, é proporcionar treinos, servi com e dedicacao de alto nível aos atletas e alunos que temos e treinamos.
8. Quantos atletas tem actualmente o CETO?
Tem entre 280 e 300 alunos e cerca de 45 atletas no Centro de Treino Especial (aqueles que de forma comum se costuma apelidar de “competicao”).
9.Quando é que irá arrumar definitivamente a raquete, em termos de competições?
Provavelmente, nunca…! Jogarei quendo puder e sempre que me der prazer, nao descuidando as minhas responsabilidades e obrigações. Contudo, como já disse, deixou de ser a minha prioridade, quando em final de 2000 anunciei publicamente que deixaria de jogar profissionalmente. Portanto, para mim, retirei-me nessa altura. Agora, reservo-me o direito de jogar sempre que me apetecer…