Como já é habitual, o mês de Janeiro costuma ser dedicado aos Regionais de Equipas. Este ano não foi excepção e, como temos cinco equipas inscritas, tivemos um mês de intensa actividade, apesar de nem todos os jogadores terem tido a oportunidade de jogar, face às opções técnicas assumidas para os diferentes encontros.
Nos sub 14 masculinos destaque para José Miguel Lopes que venceu 2 dos 3 singulares que disputou, sendo que um deles foi extremamente fácil. No jogo que perdeu, também esteve bem e dificilmente poderia ter conseguido outro resultado, face a um adversário incomparavelmente melhor. Os outros elementos da equipa de sub 14 tiveram um desempenho razoável, não defraudando as expectativas iniciais, mas também não surpreendendo com exibições de se lhe “tirar o chapéu”.
Nos sub 16 femininos apenas se jogou uma ronda, com Carlota Féria a assumir papel de destaque, disputando um primeiro singular com momentos bastante bons, vencendo com uma margem confortável. Joana Carriço e Ana Fernandes queixaram-se de lesões antigas e por isso não conseguiram demonstrar aquilo que habitualmente jogam. Já Bárbara Rosário esteve em bom plano face ao que seria de esperar.
Nos sub 18 masculinos de realçar as vitórias e exibições positivas dos pares Pedro Vasconcelos e Francisco Maurício contra Alcobaça, Miguel Almeida e Vasco Conceição contra o Citl e José Pena e Francisco Maurício contra a Batalha. Nos singulares, todos conseguiram os resultados esperados, vencendo uns encontros e perdendo outros, em função da qualidade dos seus adversários.
Nota de destaque para Miguel Vicente que teve sempre desempenhos de bom nível. Apesar de ter perdido 2 dos 3 singulares que disputou, conseguiu em muitos momentos, apresentar um ténis de qualidade, como foi o caso do 2º set contra um jogador das Caldas mais experiente e creditado que o “nosso” Miguel. Com exibições bastante inteligentes, consistente e lutador, procurou dificultar ao máximo a vida aos seus adversários, mesmo nos jogos em que à partida pouco haveria a fazer. Na nossa opinião, Miguel Vicente tem vindo a crescer com regularidade no último ano e cada vez se apresenta melhor, mostrando-se mais maduro, mais agressivo e ainda mais combativo. A este facto não é alheia a sua postura/atitude em jogo e nos treinos, procurando dar sempre o melhor de si, esforçando-se até ao limite para superar as suas limitações e mostrando uma vontade invejável de aprender e evoluir. Tem a seu favor o facto de ser bastante regular nas suas exibições demonstrando uma concentração e consistência notáveis quer em treino, quer na competição. Os seus adversários têm mesmo que ser melhores que ele para o levarem de vencido. Tem uma margem de progressão muito grande e em muitos domínios do jogo pode melhorar bastante: na agressividade do serviço, no jogo de rede, na velocidade de reacção e no controlo emocional nos jogos em que é favorito e onde, normalmente, as coisas não lhe saem tão bem.
Ponderados todos os factores, Miguel Vicente volta a ser pela 2ª vez o jogador do mês da Associação 20km de Almeirim, pesando nesta decisão não tanto os resultados obtidos, mas mais, as boas exibições conseguidas, bem como a atitude exemplar com que Miguel abordou os encontros e os treinos neste mês de Janeiro.
1. Na sua opinião, este mês foi bom em resultados e exibições?
As únicas exibições deste mês foram feitas a nível de campeonatos regionais de equipas. Penso que não houve nenhum resultado ou exibição verdadeiramente excepcional, em contrapartida também não houve exibições fracas. Fomos regulares apresentamo-nos em todos os jogos a um nível bastante aceitável para iniciar a época.
2. Foi eleito Jogador do Mês, pelo 2ºmês consecutivo, pensa que tem melhorado como jogador, ou é apenas o culminar de alguns meses de trabalho?
Talvez um pouco dos dois. Sem trabalhar arduamente é certo que não é possível melhorar como jogador e durante os últimos meses não apenas eu mas o grupo em geral tem trabalhado para melhorar em todos os aspectos.
3. Falando em números, mais propriamente no ranking, tem algum objectivo que queira atingir?
Na outra entrevista disse não ter nenhum objectivo em concreto em termos de rankings. Isto mudou ligeiramente devido aos objectivos para a época que nos foram dados pelo professor José Rodrigues. O meu principal objectivo será cumprir o que me foi pedido. Em termos de rankings será atingir o top 100 de sub18, se as coisas correrem bem, top 80.
4. Este mês qual foi para si a eliminatória mais competitiva? E o jogador mais competitivo?
Das eliminatórias que participámos nos Regionais de Equipas, a mais competitiva foi contra Alcobaça. Digo Alcobaça porque apesar de remotas, as nossas hipóteses de vencer estavam lá, infelizmente não conseguimos ser superiores. Os nossos jogadores tiveram todos um nível competitivo bastante elevado por isso não consigo fazer nenhuma distinção
5. Na sua opinião Almeirim, no escalão de Sub18 obteve os resultados esperados no Campeonato Regional?
Os resultados não fugiram face ao esperado, tendo em conta o grupo em que nos encontrávamos. Nos encontros que perdemos conseguimos quase sempre ganhar 1 encontro (o Clube de Ténis Caldas da Rainha foi a excepção) e vencemos o Clube de Ténis da Batalha por 3-0. Penso que foi uma participação positiva apesar de não nos termos qualificado para o Campeonato Nacional de Equipas.
6. Desde que idade começou a treinar?
Pratico ténis desde os meus 8 anos.
7. Na sequência da pergunta anterior, desde que idade começou a competir?
Comecei a competir nesta modalidade quando a escola de ténis se federou, cerca de dois anos depois.
8. Falando agora do ténis em geral, em Portugal, qual é para si o melhor jogador? E jogadora?
O melhor jogador português e sem dúvida o Frederico Gil. Nos femininos é difícil dizer mas sem dúvida que no futuro a Michelle Brito será superior às suas compatriotas
9. Agora, falando no ténis mundial, no circuito ATP e WTA qual é o seu jogador, e jogadora favoritos?
Não tenho um jogador ou jogadora por quem «puxe» fervorosamente. No circuito ATP gosto bastante de ver Roger Federer e Andy Murray por serem jogadores bastante completos. Depois há outros como Lleyton Hewitt quando se encontrava em forma ou James Blake. No WTA gostava da rivalidade de Kim Clijsters e Justine Henin mas nenhuma se encontra activa infelizmente. Das jogadoras no activo as gosto mais de ver são Ana Ivanovic e Elena Dementieva.
10. Em jeito de conclusão, o ténis em Almeirim, evoluiu relativamente aos anos anteriores? (se sim) Como classifica essa evolução?
Sem dúvida que o ténis evoluiu e está a evoluir na nossa pequena localidade. Temos mais jovens a praticar, os nossos resultados em torneios estão cada vez melhores e cada vez são mais os jogadores a obter bons resultados. Vamos esperar que continue assim para, quem sabe, daqui a uns anos sermos uma referência no ténis nacional.