Setembro 09

Setembro

Diogo Narciso foi eleito o jogador do mês de Setembro da Associação 20 km de Almeirim. Diogo beneficiou de um mês em que nenhum atleta do clube se destacou com evidência, tendo ele próprio desempenhos bastante aceitáveis e consistentes nos em que participou (Almeirim e Batalha), sendo assim o jogador mais valioso nesta fase inicial da época. Um prémio merecido para quem tanto tem dado ao nosso clube.

Desde logo a sua prestação no Doubles Challenge, chegando à final nos pares mistos (com Carlota Féria) e à ½ final nos pares masculinos (com Charles de Castro) auguravam um bom pronuncio para o próximo torneio. Esse bom desempenho voltou a confirmar-se duas semanas depois na Batalha, onde Diogo venceu a 1ª ronda a jogar bastante bem, sucumbindo nos 1/8 de final contra um jogador com um ténis de outro campeonato.

Está  de parabéns Diogo Narciso pelas suas boas prestações, mas também pela colaboração inestimável que tem dado ao clube e sobretudo pela extraordinária relação inter-pessoal que consegue manter com todos quantos o rodeiam neste “ténisummundo”.

Sorte e estudo para esta nova fase da tua carreira de estudante!!!

Entrevista

1.Na sua opinião, este mês foi bom em resultados e exibições?

Penso que foi um mês positivo apesar de achar que poderia ter atingido melhores resultados no “Doubles Challenge”. No torneio de nível C realizado em Almeirim (seniores) em que apenas se jogou na vertente de pares atingi as meias-finais em pares masculinos ao lado de Charles de Castro em que estivemos a jogar bastante bem principalmente nos quartos de final, sendo que com grande azar o meu parceiro se lesionou logo no inicio do jogo das meias-finais. Nos pares mistos joguei ao lado de Carlota Féria onde só fomos travados na final, jogo esse onde entramos os dois a jogar muito bem sendo tudo fácil até ao 5-1, onde depois de algumas dificuldades para fechar o set acabamos por perder por 7/5, com esta situação ficamos os dois um pouco desconcentrados acabando por perder o encontro. No torneio realizado na Batalha (seniores) tive uma primeira ronda onde entrei a jogar um pouco nervoso, mas depois no desenrolar do encontro comecei a ganhar confiança fazendo bons pontos, fixando o resultado em 6/1 6/1.Ja na segunda ronda tinha uma missão bem mais difícil, tinha pela frente o 1º cabeça de serie (Diogo Oliveira) que me ganhou com bastante facilidade apesar de ter ganho alguns pontos de belo efeito e de ter conseguido levar alguns jogos até as vantagens.


2.Falando em números, mais propriamente no ranking, tem algum objectivo que queira atingir?

O objectivo pelo qual me comprometi no princípio do meu 1º ano como sénior era chegar ao top-200, e é para isso que vou trabalhar até ao último torneio deste ano apesar de a tarefa não ser muito fácil. Mas penso que o importante é ir para cada jogo sempre com vontade de ganhar e dar o tudo por tudo, independentemente do objectivo em relação ao ranking.

3.Este mês qual foi para si o torneio mais competitivo? E o jogador mais competitivo?

No torneio realizado em Almeirim por ser um torneio exclusivamente jogado na vertente de pares teve uma afluência menor do que o torneio realizado na Batalha, torneio esse que contou com a presença de jogadores mais credenciados a nível nacional sendo por isso para mim o mais competitivo. É complicado escolher o jogador mais competitivo sendo que não tive oportunidade de ver todos os jogos, mas dos que vi gostei de ver o Daniel Venâncio (CITL) por toda a garra e vontade de vencer demonstrada apesar de a tarefa não ser nada fácil.


4.Desde que idade começou a treinar regularmente?

Comecei a jogar ténis regularmente a cerca de 6 anos (com 13 anos) altura essa em que treinava 2 vezes por semana, e federei-me em Dezembro de 2004.

5. Sabemos que recentemente se formou como treinador. Neste momento, julga mais importante desenvolver-se como treinador ou como jogador? Ou irá tentar desenvolver ambos ao mesmo tempo?

Neste momento vou tentar conciliar as duas vertentes. tive oportunidade de dar aulas durante alguns meses depois de ter o curso, tanto em Almeirim como em Alpiarça e ao mesmo tempo treinava com os meus colegas, mas este ano com a entrada na vida universitária infelizmente vou ter pouco tempo disponível. Por isso vou tentar desenvolver-me como treinador no próprio curso que estou a tirar que tem como especialização o ténis e aproveitar para treinar e ir a torneios o maior número de vezes que seja possível porque alem de me dar um enorme prazer treinar e competir vai ajudar-me muito como treinador ao saber o que os meus alunos sentem dentro de campo em diversas situações.


6. Na sua opinião como treinador. Este ano, Almeirim contou com cerca de 3 torneios Niveis B. Acha que o facto de tais torneios se realizarem em Almeirim, permite para alem de trazerem bons jogadores a Almeirim, ajudam a desenvolver as capacidades técnicas, tácticas e mentais dos jogadores da «casa»?

Em relação a vitórias de jogadores da casa em princípio nunca serão tantas como num torneio de nível C já que os níveis B dão mais pontos para o ranking nacional e por isso contam com jogadores com um nível bastante superior, mas o facto de dar mais pontos para o ranking também é um incentivo maior para os jogadores almeirinenses obterem bons resultados. Um dos factores importantes é o facto de jogar em “casa”, porque estamos a jogar em campos que treinamos várias horas por semana, alem disso podemos contar com um maior apoio, em diversos níveis, de um maior número de pessoas durante os nossos jogos.

7. Qual é o piso onde prefere jogar? Porquê?

Onde mais gosto de jogar é sem dúvida em piso rápido porque é em courts desse tipo que jogo regularmente, estando mais habituado. Mas também gosto muito de jogar em terra batida onde é preciso ter uma maior capacidade física já que as trocas de bola são mais demoradas.

8.Falando agora do ténis em geral, em Portugal, qual é para si o melhor jogador? E jogadora?

Neste momento o melhor jogador para mim é o Frederico Gil sendo que a melhor jogadora é sem duvida a Michelle Brito. E é de salientar que os bons resultados obtidos por eles são incentivos para que jogadores mais novos acreditem que podem ser bem sucedidos no mundo do ténis.


9.Agora, falando no ténis mundial, no circuito ATP e WTA qual é o seu jogador, e jogadora favoritos?

Como jogador favorito tenho o Roger Federer possivelmente o melhor jogador de todos os tempos, que é um jogador completo a todos os níveis. Ainda no circuito ATP, estou a gostar de acompanhar a evolução de Juan Martin Del Potro.

No circuito feminino, gosto muito de ver jogar a Dinara Safina principalmente após uma grande evolução a nível mental que surgiu antes de chegar a número 1 do ranking. Também aprecio ver jogos da Serena Williams pelo seu estilo de jogo bastante agressivo, sendo que a minha jogadora favorita é a Justinne Henin que felizmente vai estar de volta ao circuito.

Queria agradecer tanto ao Charles de Castro como a Carlota Féria, gostei bastante de jogar ao lado dos dois, e se não fossem vocês muito provavelmente não teria conseguido estes bons resultados no torneio realizado em Almeirim. Também queria elogiar todo o trabalho que o Prof. José Rodrigues tem desenvolvido no clube que abdica de quase todo o tempo disponível que tem para o ténis (para dedicar mais tempo só mesmo se o dia tivesse 48 horas). Está sempre a incentivar os seus alunos tanto nos treinos como nos jogos e quando é preciso tem sempre uma palavra de apoio para nos dizer. É um GRANDE exemplo para mim que no futuro tenho a possibilidade de ser treinador de ténis.



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